Na ralaçãoO começo de sua carreira é uma história de bagunça e perucas em bienais e livrarias. Foi convidada pela Ao Livro Técnico (sua primeira editora) para passar uma tarde na Bienal do Livro de 2001, aqui no Rio, autografando o Traição entre Amigas. Lá foi ela, toda serelepe. Durante 20 minutos viu passar na frente de sua mesinha um monte de gente, mas ninguém lhe dava bola. Percebeu logo que se ficasse ali sentada esperando seus queridos futuros leitores eles simplesmente não viriam. Vários autores consagrados estavam presentes, como ela poderia competir com eles? Seu "Traição entre Amigas" era apenas mais um livro naquele universo de títulos disponíveis na Bienal. O estande de sua editora, apesar de bonitinho e bem localizado, era um entre muitos espalhados em dois imensos pavilhões do Riocentro. Se ela quisesse vender livros teria que inventar uma forma de chamar a atenção, de aparecer, de se destacar. E rápido. Como ela tem na bagagem alguns anos de teatro, pagar mico em público não é nenhum problema para ela. Então vamos lá! Começou a bater palmas, a fazer polichinelo, a brincar com quem passava na frente do estande e a anunciar o livro em altos brados, como um vendedor empolgado com seu produto. Logo juntou gente ao seu redor, rindo e escutando, e o livro passou a vender como água no deserto. Não parou de autografar um só segundo. Ao fim da tarde, a editora a convidou para voltar dois outros dias. Voltou e a vendagem foi excelente. A Bienal acabou, mas aprendeu a lição. Em outubro de 2001, com a grande e inesperada notícia de que o Traição tinha ido para a segunda edição, resolveu arregaçar as mangas de vez e se dedicar a divulgá-lo em tempo integral. E divulgá-lo de forma eficiente e prazerosa significava voltar a fazer aquela bagunça básica da Bienal. Mas onde? Bateu na porta de duas grandes redes de livrarias, a Siciliano e a Saraiva, que foram muito legais me recebendo em suas lojas. Foram eventos divertidos e simpáticos, e o melhor: em todos eles o livro vendeu. De vez em quando ela vendia 3 exemplares, nos dias melhores eu vendia 12. Abordando as pessoas de forma bem-humorada aprendeu muito sobre como lidar com o público. E sobre persistência. Em março de 2003, assinou com a Rocco para lançar seu terceiro "filhote", o Tudo por um Pop Star, que virou best-seller. Depois dele, vieram Fala Sério, Mãe!, que foi parar na lista dos mais vendidos da revista Época e do jornal O Globo (olha que chique!), Tudo por um Namorado, Fala Sério, Professor! e todos os outros. Já publicou sete livros em Portugal e em 2012, se tudo correr bem, seus livros serão editados em outros países da Europa e da América Latina. Depois de tantos anos correndo atrás, atingiu um milhão (!!) de livros vendidos em 2011. Mas ela ainda quer mais, muito mais.
Biografia
Thalita Rebouças se descreve em apenas uma palavra: fofa. Pelo menos é o que dizem as boas línguas.
Nasceu no dia 10 de novembro de 1974, carioquésima (daquelas que louvam o Rio e agradecem diariamente por ser de uma cidade tão linda e especial), empolgada, teimosa, escorpiana, portelense, Fluminensesesê!, abracenta, sorridente, chata à beça na TPM, chorona (do tipo ridícula, chora até vendo comercial de detergente), alucinada por sambas e marchinhas de Carnaval, louca por brigadeiro (para comer de colher) e adrenalina — já saltou de pára-quedas e asa-delta algumas vezes — e viciada em algumas séries de TV (Friends, Seinfeld, Sex and The City, Big Bang Theory e Brothers and Sisters são suas preferidas).
A vontade de escrever nasceu quando era criança. Do alto dos seus 10 anos ela se autodenominava "fazedora de livros", já que cuidava de todos os detalhes pessoalmente.
Era ela quem desenhava a capa, transformava os papéis em livro com a ajuda do grampeador, criava as ilustrações, escrevia e revisava tudinho, para que o texto não tivesse nem um acento errado (desde pequena é fanática por acento, sebe todas as regras de cor desde a primeira aula de Português que abordou o assunto. Resumindo, coisa de C.D.F. :o).
Quando terminou o segundo grau, prestou vestibular para Direito, certíssima de que era a carreira de seus sonhos. Aguentou dois anos, mas acabou por solucionar a cruel questão "tranco ou não tranco a faculdade?" mudando de mala e cuia para o curso de Jornalismo, que amou desde o primeiro dia de aula.
Trabalhou em empresas muito legais, como a Gazeta Mercantil, o Lance!, a TV Globo e a FSB Comunicações.
Em 2001, quando os livros começaram a dar certo, resolveu apostar em seu sonho de pirralha e investir seriamente na carreira de escritora. Deu umas férias para a jornalista que morava em si. O que ela gosta é de inventar histórias, aumentar um ponto -- ou vários.
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Adoooro a Thalita !!
ResponderExcluirum grande exemplo adora elaa
ResponderExcluirThalita é uma exelente mulher amooo de montão ela !!!! parabéns por ser essa escritora maravilhosa amoo mt teus livros e continua a fazer essas maravilhas de obras q eu leio todas!! te amooo <3
ResponderExcluirUMA CRONICA DE THALITA CURTA PRA FAZER UM TRABALHO MDS NAO CONSIGO ACHAR ALGUEM CONHECE????????
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